terça-feira, dezembro 21, 2010

A Verdade?

Sinto que escrevo, ultimamente, com raiva. Mais do que antigamente. Tenho escrito coisas de modo frenético e sem pensar. Simplesmente vomito as palavras. Não busco nada nelas, nem tenho a intenção de atingir algo ou alguém. Como eu disse há um tempo atrás, simplesmente golpeio o papel. Ou o teclado...

Escrevo com raiva, porque o tempo é um vírus entranhado em nosso ser que vai nos matando segundo a segundo. Homens com muito ou nenhum QI já tentaram entender e até controlar o tempo. Mas foram destruídos, consumidos por ele. E morreram ou enlouqueceram sem encontrar respostas. Ou quem sabe, morreram ou enlouqueceram justamente por terem encontrado a resposta. E o que viram pode não ter sido nada agradável.
Mais uma frase do passado: “Fui ao futuro e hoje choro pelo que vi!”. Quem disse isto? Não importa.
Ontem a noite eu olhava o céu e pensava que, com certeza, tem alguma coisa “lá fora”. “ A verdade está lá fora?” Talvez. Que verdade? Somos merecedores desta verdade? Duvido! Somos uma raça desprezível aos olhos do universo, vergonhosa aos olhos daqueles que ousam ter a coragem de olhar para nós mesmos.
Escuros olhos nos espiam das trevas? A criança está com medo no berço? FODA-SE! É o que dizem os intelectuais. “Somos fortes e estamos protegidos pela redoma de nossa vasta ignorância.”
Berra o ser no escuro da dor! Geme o animal agonizante. Treme a criança indefesa no abraço da morte! Lamenta o Ser Criador!
Gostou?

Procura?

Ouvindo Peter Gabriel dizer que caminha pela ponte mantendo os olhos para baixo, fico pensando naqueles que teimam em dizer que devemos sempre olhar “em frente”. Por quê? Para que?

Meu pensamento neste momento simplesmente teima em vagar por frases sem sentido, palavras desconexas, talvez na esperança de encontrar algum sentido no ponto final da frase.

Lembro-me de um tempo (parece séculos) em que eu lutava para não escrever. Depois, veio o tempo da apatia, onde escrever ou não era a mesma coisa. Hoje, apesar de brigar com ela (a vontade de escrever) constantemente, sinto que fui vencido, e que simplesmente escrevo quando quero ou não quero. E não me importo mais se faz ou não sentido para os outros. Aliás, acho que nunca me importei.

Quanta coisa inútil passa pela nossa vida e insistimos em guardá-las no baú da nossa mísera existência. Um belo dia, resolvemos revirar o lixo e descobrimos que aquilo que procuramos não está mais lá... jogamos fora no lugar do verdadeiro entulho. Guardamos os dejetos de nossas vidas e jogamos (ou simplesmente perdemos) o que nos trouxe até aqui.

Ficamos com a sensação de que algo ficou para trás, que deixamos de fazer algo, embora não consigamos lembrar o que. E ficamos olhando para o espelho da nossa mente sem enxergar nada, com uma cara vazia e abobada. Quando nos viramos para seguir andando, temos nossa fronte embrutecida, dura, gasta. E damos mais um passo rumo ao desconhecido. Procurando...
Gostou?

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Sufoco!

Quase vinte e sete meses depois, volto aqui para fazer não sei o que.... Confesso que eu mesmo achava que eu já estava morto... não sei... há dias venho pensando em "matar" realmente este blog... na verdade, só não o fiz há uns meses, pelo simples fato de que não lembrava da senha... e não o faço hoje porque estou me dando a desculpa de que estou sem tempo para tanto.

Enfim. Não sei o futuro disto aqui...

Quanto ao título, coloquei por três motivos: Estou sufocado pela ainda existência do Night Eyes, estou sufocado pela vontade férrea de escrever, de gritar, estou sufocado pela vontade suicida de acabar com este blog, mandar tudo para a PQP.

E, para não ser tão mal educado, agradeço aos que comentaram meus últimos devaneios e não tiveram sequer o agradecimento por terem lido algo que eu escrevi. Desculpem... Ou não....

Que coincidência eu lembrar da maldita senha às vésperas do natal... mas, não se preocupem aqueles que defendem esta data... não tecerei nenhum comentário sobre o assunto.

Pois bem, Night Eyes... você foi reaberto... talvez para ser sepultado definitivamente.

Até outro dia... ainda há um pouco de ar no limbo...
Gostou?
Será Petróleo?